segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mandar mensagens eróticas é completamente normal


Se você gosta de mandar uma mensagem (ou imagem) mais “safadinha” de vez em quando para o seu namorado, não precisa ter vergonha ao achar que isso pode ser um comportamento estranho e condenável.
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Michigan, divulgada neste mês de julho, a atitude é absolutamente normal, principalmente entre os mais jovens, e não é associada a distúrbios psicológicos ou comportamento sexual arriscado. Os pesquisadores afirmam que a atitude faz parte do processo de flerte atual entre os jovens, que já cresceram cercados de tecnologia com seus smartphones.
A pesquisa foi realizada com 3.447 homens e mulheres, com idades de 18 a 24 anos, que têm o costume de enviar mensagens de conteúdo sexual para os seus parceiros. Os resultados desmitificam a fama de que o costume seja prejudicial às pessoas ou mesmo que seja visto como uma atitude depravada.
Os pesquisadores descobriram que quase metade dos entrevistados mandam mensagens desse tipo. A maioria que relatou receber torpedos eróticos também informou enviá-los, mostrando que existe a reciprocidade no comportamento.
Foi solicitado que os participantes respondessem sobre o número de parceiros sexuais com quem eles tenham tido sexo sem proteção. Os participantes que mandam SMS erótico não relataram comportamento sexual mais arriscado do que aqueles que não têm o costume de mandar essas mensagens. Nem relataram depressão, ansiedade ou baixa autoestima.
Segundo a coautora do estudo Debbie Gordon-Messer, as histórias negativas sobre torpedos de conteúdo sexual, que são divulgadas na mídia, acontecem entre pré-adolescentes e adolescentes, enquanto este grupo de estudo era bem mais velho, por isso, o comportamento não é prejudicial. "Para os grupos mais jovens, a lei é um problema", disse ela. "Eles também estão em uma fase muito diferente no seu desenvolvimento sexual", acrescenta Debbie.
Os pesquisadores afirmam que a pesquisa é uma chave muito importante para compreender como a tecnologia influencia a vida das pessoas, incluindo a sexualidade e a saúde.

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